Wildis de Oliveira e o motorista dele foram feitos reféns durante 9 dias em Betim após caírem em um golpe de um falso anúncio na internet. Ele comemorou retorno para Águas Lindas de Goiás.
Por Murillo Velasco, G1 GO
O empresário Wildis de Oliveira, que foi sequestrado com o motorista dele e passou 9 dias em cativeiro em Minas Gerais, afirmou, neste sábado (25), que pensou que nunca mais voltaria para casa, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Ele voltou para a cidade depois que a política encontrou o local e libertou ele e o funcionário.
Todos os dias eu pensava que não tinha condições de voltar para casa. Por conta da quantidade de bandidos que era. Não era um, nem dois nem três, eram muitos. Era uma quadrilha muito grande e muito armamento pesado. A chance que eu tinha de voltar para casa era nenhuma. Eu tenho muita fé em Nossa Senhora Aparecida e Santa Luzia e em Deus.
“Eu tinha certeza que eles iam me matar. Eles não fizeram isso porque não conseguiram tirar meu dinheiro, por causa da quantidade de dinheiro que era”, contou o empresário.
Wildis e o motorista dele foram resgatados na última quarta-feira (22), em um cativeiro em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Eles haviam ido para o estado atraídos por um falso anúncio de venda de 25 ônibus na internet, e foram rendidos pelos criminosos no momento em que chegaram para negociar a suposta frota, no último dia 14.
O homem contou que foi obrigado a fazer transferências bancárias e apanhou enquanto não conseguia transferir todo o dinheiro que tinha. O valor das transferências somam R$ 250 mil.
“Eu apanhei no primeiro e no segundo dia, até conseguir tirar o dinheiro. Me batiam com a pistola na cabeça, davam chutes, tentaram cortar o dedo do meu motorista com alicate, tentaram cortar a orelha dele. Caimos em um golpe de celular, de venda de internet, um golpe besta”, desabafou.
Prisões
Três homens e quatro mulheres foram presos em flagrante. Outros dois suspeitos fugiram e estão sendo procurados. De acordo com o delegado Renan Gurtierrez, da Polícia Civil mineira, a quadrilha sacaria o dinheiro em outros estados para não chamar atenção dos policias.
“A gente fez um levantamento preliminar, analisamos as contas que eles repassaram esse dinheiro e percebemos que em uma dessas contas havia um valor muito alto, por volta de R$2 milhões. Isso quer dizer que é uma organização criminosa”, explicou o delegado.
Veja outras notícias da região no G1 Goiás.

/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/B/n/TlWrquRCC1NmBZuyWklQ/empresario.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/W/B/wuZ7gsRmKMvEcsHBgHmQ/00empresarios2.jpg)






0 comentários:
Postar um comentário